Tua lembrança
irrompe saudosa
latejando minhas retinas.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
Quatro passagens para liberdade
Na música:
minha alma abre as asas
e principia seu vôo.
No livro aberto:
meus pensamentos viajam países e mundos
maravilhosos
como passageiro afeito às aventuras.
Na arte:
minhas algemas são quebradas
em milhões de pedaços
e viram pó.
Na poesia:
meus sentidos sôfregos e àvidos
comungam da vida.
minha alma abre as asas
e principia seu vôo.
No livro aberto:
meus pensamentos viajam países e mundos
maravilhosos
como passageiro afeito às aventuras.
Na arte:
minhas algemas são quebradas
em milhões de pedaços
e viram pó.
Na poesia:
meus sentidos sôfregos e àvidos
comungam da vida.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Canção de agora
Nesse instante
de vida
Canto para sentir as cores,
beber os sabores.
Tento extrair da dor
o seu perfume de flor.
Nesse instante
de vida
Luto para meus sonhos
não virarem pó.
Corro atrás para meu presente
não dar um nó.
Nesse instante
de vida
Gozo um gosto de amor
um gosto de amora
Lambo o prato da vida
como se fosse a última hora.
de vida
Canto para sentir as cores,
beber os sabores.
Tento extrair da dor
o seu perfume de flor.
Nesse instante
de vida
Luto para meus sonhos
não virarem pó.
Corro atrás para meu presente
não dar um nó.
Nesse instante
de vida
Gozo um gosto de amor
um gosto de amora
Lambo o prato da vida
como se fosse a última hora.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Vulto
Vem não sei de onde a tua imagem
de menina bonita;
vejo-te brincando e correndo,
por entre meus pensamentos desconexos.
Agora estás colhendo flores
flores lindas e espantosamente perfumadas,
nos jardins que teus olhos encontraram,
pelos caminhos livres de minha mente.
Por um breve espaço de tempo
e momento,
os teus gestos, a tua voz e graça singela
povoam e aquecem minha imaginação.
Então meus olhos ganham vida
as coisas parecem cores.
Porém meu coração
é todo inquietação, delírio, ânsia.
de menina bonita;
vejo-te brincando e correndo,
por entre meus pensamentos desconexos.
Agora estás colhendo flores
flores lindas e espantosamente perfumadas,
nos jardins que teus olhos encontraram,
pelos caminhos livres de minha mente.
Por um breve espaço de tempo
e momento,
os teus gestos, a tua voz e graça singela
povoam e aquecem minha imaginação.
Então meus olhos ganham vida
as coisas parecem cores.
Porém meu coração
é todo inquietação, delírio, ânsia.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Ausente
Teus olhos
estão tão distantes
Tua voz
está tão calada
Teus gestos
estão tão inconstantes
Tuas mãos
estão tão estancadas
A parede do teu silêncio
nos dividi
Em que estrada,
vielas,
alamedas,
vias expressas...
perambula teu pensamento?
domingo, 30 de agosto de 2009
Aprendizado
São tantos desencontros...
são tantas corridas sem chegada...são tantas procuras sem encontros...
são tantas lágrimas derramadas...
Tão estranha é essa vontade
tenaz de amar:
Tão gostoso é esse sentimento
no peito
provocando prazer e agonia.
Deixa as portas do teu coração aberta
deixa as águas dos teus anseios se renovarem
deixa os teus sofrimentos irem "simbora"
entre uma nuvem e outra.
O caminho é longo
e muitas vezes torto.
Nada é tão simples, mas
caminhemos:
cabeça erguida, passo a frente sempre
e novos horizontes se abrirão.
sábado, 8 de agosto de 2009
Poesia triste
A canção de amor é triste.
A solidão do homem é triste.
O mundo indo para o brejo é triste.
A vida como uma poça de lama
é triste.
É triste trinta vezes mil as flores desbotadas do
egoismo
e do cinismo
e do individualismo
e do esnobismo
e da hipocrisia
O operário, o aposentado,
o professor, o cortador de cana
o poeta: é triste.
A poesia não: a poesia é alegre:
o véu da melancolia não cobriu seus olhos
cheios de esperança e de bruta
utopia.
A solidão do homem é triste.
O mundo indo para o brejo é triste.
A vida como uma poça de lama
é triste.
É triste trinta vezes mil as flores desbotadas do
egoismo
e do cinismo
e do individualismo
e do esnobismo
e da hipocrisia
O operário, o aposentado,
o professor, o cortador de cana
o poeta: é triste.
A poesia não: a poesia é alegre:
o véu da melancolia não cobriu seus olhos
cheios de esperança e de bruta
utopia.
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